quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Viagem da Vida

Quando uma vez atravessava um lago no Canadá Superior, numa canoa de casca de vidoeiro, fui apanhado pelo vendaval. Foi experiência emocionante, enquanto durou mas proveitosa.

Havíamos percorrido rios e ribeiras, ora em águas mansas ora em cachoeiras, mas sempre no meio da magnificência variada da floresta.

Era coisa nova desembocar do rio para a superfície vasta do lago e, partindo com o sol, encontrarmo-nos pouco depois sob um céu ameaçador no meio de um vendaval crescente e águas encapeladas.

A frágil canoazinha, na qual não víriamos até ai senão um veiculo para nos transportar sobre o rio, era agora a nossa única esperança de salvação. Se metesse uma vaga ou topasse num escolho ( de que havia por ali abundância) estávamos perdidos.

A nossa pá, em vez de ser considerada simples instrumento de propulsão, tornou-se o meio único de evitarmos o assalto das vagas e de continuarmos a rota.

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