Quando uma vez atravessava um lago no Canadá Superior, numa canoa de casca de vidoeiro, fui apanhado pelo vendaval. Foi experiência emocionante, enquanto durou mas proveitosa.
Havíamos percorrido rios e ribeiras, ora em águas mansas ora em cachoeiras, mas sempre no meio da magnificência variada da floresta.
Era coisa nova desembocar do rio para a superfície vasta do lago e, partindo com o sol, encontrarmo-nos pouco depois sob um céu ameaçador no meio de um vendaval crescente e águas encapeladas.
A frágil canoazinha, na qual não víriamos até ai senão um veiculo para nos transportar sobre o rio, era agora a nossa única esperança de salvação. Se metesse uma vaga ou topasse num escolho ( de que havia por ali abundância) estávamos perdidos.
A nossa pá, em vez de ser considerada simples instrumento de propulsão, tornou-se o meio único de evitarmos o assalto das vagas e de continuarmos a rota.
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